quinta-feira, 25 de junho de 2015




              O Blog Virtual busca resgatar a história da comunidade onde está inserida a minha escola parceira. O projeto tem por objetivo, mostrar a importância de se conhecer a história que possui essa comunidade, para o amplo desenvolvimento dos educandos. Saber que existe toda uma trajetória de vida que antecedeu a eles se torna inevitável para que consigam se localizar no tempo e no espaço e assim relacionar sua própria história de vida, criando uma relação de pertencimento junto à sua comunidade.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Representação de uma parte da comunidade parceira.


Construindo uma maquete da comunidade parceira



 Construindo a maquete




Mapa de uma parte da comunidade parceira.

                                                O entorno da escola parceira
                                            Escola Parceira; Jovino Ferreira Fiuza
 Casa de pedra
 Restaurante do Cledson
 Salão da comunidade
 Agrepecuária
Ginásio esportivo

Vídeo da vó Clementina Zuckio Fiuza

www.youtube.com/watch?v=hAaCXm4Y_zk  
      
          

Mais um pouco sobre a história e educação da minha Escola Parceira Jovino Ferreira Fiuza.
Dona Clementina Zuckio Fiuza hoje com 88 anos, fala com orgulho de um premio ganho, por ser a melhor aluna no ano de 1936.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

CULTURA QUILOMBOLA:


                 CULTURA QUILOMBOLA:

VÍDEO REALIZADO NA COMUNIDADE QUILOMBOLA

Durante o 2º Semestre do CURSO de Licenciatura em Educação do Campo, realizamos uma pesquisa a posteriormente, elaboramos um vídeo sobre um "Objeto Estranho", ou seja, um objeto e a relação das pessoas e o mesmo.

Segue, link do vídeo do trabalho de Daniele Centa e Nelci Fiuza. O objeto em questão é o "pilão" presente na Comunidade Quilombola Linha Fão/Sítio Novo - Arroio do Tigre/RS.

terça-feira, 9 de junho de 2015

                              Seu Vivaldino Cunha

                                                 

 UMA HISTÓRIA DE VIDA

              Seu Vivaldino Cunha com lágrimas nos olhos conta sua história de vida inicia dizendo não era como   hoje, era muito diferente era muito difícil era muito pequeno quando sua mãe ficou viúva com sete filhos pequenos para criar tinham que trabalhar de pião para ter o que comer, não ganhavam quase nada, um dia de serviço valia um quilo de banha. Estudava quem tinha dinheiro para pagar os professores que davam aula em uma casa de família que tinha uma vida melhor, aprendeu escrever o nome na escola da vida disse ele.
       Quando tinha treze anos pegou o mundo rumo a Colônia Nova se referindo a Chapecó/SC, como não havia transporte foi à cavalo numa viagem que durou sete dias, dormia na beira do caminho em cima dos pelegos, trabalhou na casa de colonos e o que ganhava dava só para comprar umas roupinhas e calçados, assim se passou doze anos sem ver a família, a saudade era tanta que resolveu voltar a passeio e acabou ficando pois sua mãe estava muito doente necessitando de cuidados.
             Contou que a localidade recebeu o nome de Sítio por ter todas as divisas cercadas por águas e quando dava enchentes não tinha como sair daqui, não era fácil, pois tudo era muito distante e não havia comunicação, arrumou uma namorada e em três meses estavam casados, sua primeira morada foi na terra de seu sogro, fez uma casa de capim e o chão era batido, trabalhou muito para comprar seu pedacinho de chão a prestação cada ano dava um pouco, o tempo foi passando os filhos crescendo e a comunidade também já havia uma escola para as crianças estudar, devido a distancia foi dividido em três novas localidades, então denominadas como Sítio Alto, Sítio Baixo e Sítio Novo, os filhos foram casando um a um e indo para a cidade em busca de emprego, pois o que ele podia dar a eles era a festa do casamento.
            Hoje Seu Vivaldino está viúvo com oitenta e três anos de idade morando com uma filha, tem orgulho de contar sua história de vida e diz que teve uma vida simples, mas sempre foi muito feliz, para ele cada visita que recebe hoje em sua casa é como um remédio, recebe a todos com muita alegria, mesmo com suas limitações devido a idade. Com todo seu carisma e simplicidade Seu Vivaldino conquistou o carinho e respeito de todos da comunidade local. 

Fonte: Relato de Vivaldino Cunha, morador da localidade de Sitio Alto, interior de Arroio do Tigre/RS.



Primeiro professor da comunidade

A Educação de ontem e hoje



      



COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO ONTEM E HOJE

    A Comunicação e a Educação vêm evoluindo juntamente com o crescimento da comunidade, trazendo consigo muitas histórias a ser resgatada para não ficar no esquecimento. Conforme entrevista com Dona Luísa Schneider Fiuza de 68 anos de idade, professora aposentada, sempre ajudando na comunidade desde seus 15 anos, aceitou de contar um pouco dessa história da nossa comunidade. Dona Luísa relatou que iniciou sua carreira de professora aos 15 anos com somente a 5ª série como ajudante de seu pai que é o patrono da EMEF Jovino Ferreira Fiuza, portanto nossa Escola trás o nome do primeiro professor da localidade. Inicialmente no ano de 1928 as aulas eram realizadas em casas de pais de alunos em uma sala de visita que chamavam naquele tempo, os alunos se acomodavam como podiam, os professores eram pago pelos pais. O material usado era uma lousa e um tinteiro que após era apagado, Com o passar do tempo foi construído uma capela onde se deu continuação da Educação. Por volta de 1960 foi construída a primeira escola chamada de Brisoletas em homenagem ao governador do Estado. Então começou a virem algumas matérias, foram contratados mais professores que vinham de Soledade, pois a nossa localidade pertencia a aquele município até 1963 onde passaram fazer parte de Arroio do Tigre com sua municipalização, os professores se estalavam na casa de pais de alunos passaram a receber o seu salário pago pelo município. A comunicação era muito difícil naquela época era tudo por meio de muito diálogo passado no caderno conforme a habilidade do aluno tendo que estudar em casa e cobrado no dia seguinte senão recebiam castigo de alguns professores, pois existia a lei do castigo. O tempo foi passando e tudo se modernizando Veio a luz elétrica e com ela a comunicação foi melhorando cada vez mais. Naquela época era normal o professor se diretor, secretária, merendeira, faxineira e tendo se deslocar vários quilômetros a cavalo, charretes ou a pé mesmo sem se importaram, com as dificuldades de locomoção, pois era normal trabalhavam de forma prazerosa. Relatou que as crianças eram educadas inteligentes e gostavam de aprender, os pais ajudavam os filhos como podiam, pois não tiveram oportunidade de aprender adquiriram conhecimento com a vida.

Mais um pouquinho da história da religiosidade da comunidade.



segunda-feira, 8 de junho de 2015